o observador O olho do observador interfere no objeto observado. Só um fantasma se embrulha no seu passado, explicando a si próprio com autodefinições baseadas numa vida já vivida. Você é aquilo que escolhe ser hoje, não o que escolheu antes. O vôo até a Lua não é tão longo. As distâncias maiores que devemos percorrer estão dentro de nós mesmos. Vencer não é competir com o outro. É derrotar os seus inimigos interiores. É a própria realização do ser. Se você é um filósofo que não consegue enxergar o que existe de vivo além dos livros e dos pós das bibliotecas, viva mais a filosofia, talvez um dia quem sabe, ao invés das citações dos mortos, você seja capaz de citar também o que esta dentro de você ,,,

quinta-feira, 23 de junho de 2011

Caem em meu rosto as lágrimas do tempo,
E o tempo... o tempo não passa.
Cada segundo é um interminável período de solidão.
Solidão doída, sofrida, sentida no mais profundo de meu peito.
Caem em meu rosto as lágrimas do tempo,
E o sentimento... o sentimento de dor não para.
Cada suspiro é um insustentável provimento de dor.
Dor malígna, pérfida, doída no mais interno de meu peito.
Caem em meu rosto as lágrimas do tempo,
E o vento... o vento que trás o amor não passa.
Cada brisa é uma esperança renovada.
Esperança querida, desejada, almejada no mais intimo de meu peito.
Caem em meu rosto as lágrimas do tempo,
E as minhas lágrimas... as minhas lágrimas não caem.
As lágrimas que eu queria chorar, já chorei.
E chorando descobri que vivo, que respiro, já que não tem outro jeito.
Caem em meu rosto as lágrimas do tempo,
E o tempo... é o grande curador que me faz sarar,
Sarar a dor da solidão, que vem em vão.
Já que tenho em meu peito um coração, que só faz te amar...ASS: ARLINDO

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